| |
O QUE FAZ O MEDO
Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto.
Cada vez que fazia prisioneiros, não os matava, levava-os a uma sala, que
tinha um grupo de arqueiros em um canto e uma imensa porta de ferro do outro, a
qual haviam gravadas figuras de caveiras cobertas por sangue.
Nesta sala ele os fazia ficar em círculo, e então dizia: "Vocês podem
escolher morrer flechados por meus arqueiros, ou passarem por aquela porta e por
mim lá serem trancados".
Todos os que por ali passaram, escolhiam serem mortos pelos arqueiros.
Ao término da guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei,
disse-lhe:
Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?
Diga, soldado.
* O que havia atrás da assustadora porta?* Vá e veja.
O soldado então a abre vagarosamente, e percebe que à medida que o faz, raios
de sol vão adendando e clareando o ambiente, até que totalmente aberta, nota
que a porta levava a um caminho que sairia rumo a liberdade.
O soldado admirado apenas olha seu rei que diz: Quantas portas deixamos de
abrir pelo medo de arriscar? Quantas vezes perdemos a liberdade e morremos
por dentro, apenas por sentirmos medo de abrir a porta de nossos sonhos?
(autor desconhecido)
Enviado por Sónia

Inteligente, comum ou Medíocre?!?!?
Manuel foi transferido do projecto onde estava inserido. Logo
no primeiro dia, para dar graxa ao chefe, saiu-se com esta:
- Chefe, nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram que
ele... Nem chegou a terminar a frase, o chefe retorquiu: - Espere um
pouco, Manuel. O que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras?
- Peneiras? Que peneiras, chefe?
- A primeira, Manuel, é a da VERDADE. Tem a certeza de que esse facto
é absolutamente verdadeiro?
- Não. Não tenho não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram.
- Então a sua história já passou pela primeira peneira.
Vamos então para a segunda peneira que é a da BONDADE.
O que me vai contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito?
- Claro que não! Nem pensar, Chefe.
- Então, sua historia passou pela segunda peneira.
Vamos ver a terceira peneira que é da NECESSIDADE.
Acha mesmo necessário contar-me esse facto ou mesmo passá-lo adiante?
- Não chefe.
Passando pelo crivo dessas peneiras, vi que não sobrou nada do que iria
contar
- fala Manuel, surpreendido.
- Pois é Manuel.
Já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem estas
peneiras?
- diz o chefe a sorrir e continua:
- Da próxima vez que surgir um boato, submeta-o ao crivo das três peneiras:
VERDADE, BONDADE, NECESSIDADE, antes de obedecer ao
impulso de passá-lo adiante, porque:
PESSOAS INTELIGENTES FALAM SOBRE IDEIAS;
PESSOAS COMUNS FALAM SOBRE
COISAS;
PESSOAS MEDÍOCRES FALAM SOBRE PESSOAS.
autor desconhecido
Enviado por Sónia

Nem tudo é o que aparenta
Dona Angélica era professora. Residia em uma pequena cidade e dava
aulas numa vila próxima.
Não era considerada uma pessoa equilibrada em razão do seu
comportamento, que parecia um tanto esquisito. Os alunos da escola de primeiro
grau tinham-ma como uma pessoa muito estranha. Eles observavam
que a professora, nas suas viagens de ida e volta do lar à escola, fazia gestos
e movimentos com as mãos, que não conseguiam entender, e por esse motivo,
pensavam que ela era meio fora do juízo.
Pela janela do comboio, Dona Angélica fazia acenos com se
estivesse dizendo adeus a alguém invisível aos
olhos de todos. As crianças faziam zombarias, criticavam-na,
mas ela não sabia, pois os comentários eram feitos às escondidas.
Todos, inclusive os pais e demais professores achavam que ela era maluca,
embora reconhecessem que era uma excelente educadora.
Os anos se passavam e a situação continuava a mesma. Várias gerações
receberam, da bondosa e dedicada professora, ensinamentos valiosos e abençoados.
Dona Angélica era uma pessoa de boas maneiras, calma e gentil, mas não muito bem
compreendida.
Envelhecia no exercício do dever de preparar as crianças para um futuro
melhor, com espírito de abnegação e devoção quase maternal.
Certo dia em que viajava para sua querida escola, com
diversas crianças na mesma classe do comboio, movimentava,
como sempre, as mãos para fora da janela. Os
alunos sentados na parte de trás sorriam
maliciosamente quando Alberto, seu aluno de dez anos, porque amava muito
sua mestra, sentou-se ao
seu lado e, com ternura, lhe perguntou:
Professora Porque é que insiste em continuar essas
atitudes loucas?.
Que quer dizer, filho? interrogou, surpresa, a bondosa senhora.
Ora, professora - continuou ele - você fica dando adeus para os animais,
abanando as mãos... isso não é loucura?
A mestra amiga compreendeu e sorriu. Sinceramente emocionada, chamou a
atenção do aluno, dizendo:
Veja esta bolsa - e apontou para a intimidade do objecto de couro forrado.
Nota o que há lá dentro?
Sim, respondeu Alberto. A
professora respondeu calmamente: pólen de flores. São sementes miúdas... Há
quase vinte anos eu passo por este caminho, indo e vindo da escola. A estrada,
antes, era feia, árida, desagradável. Eu tive a ideia de embelezar, semeando
flores. Desse modo, de quando em quando, junto sementes de belas e
delicadas flores do campo e as atiro pela janela.
Sei que caindo em terra amiga e, acarinhadas pela primavera, se transformarão
em plantas a produzirem flores, dando cor e alegria à paisagem.
Como você pode perceber, a paisagem já não é mais árida. Há flores de
diversos matizes e suave perfume no ar, que a brisa se encarrega de espalhar por
todos os lados.
Na vida, todos somos semeadores... Uns semeiam flores e descobrem belezas,
perfumes e frutos. Ninguém vive sem semear, seja o bem, seja o mal...
Felizes são aqueles que, por onde passam, deixam sementes de amor, de bondade
de afecto.
enviado por Pedro Costa
 |
|